sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Isto de ter que alimentar um blog com texto, é bem mais difícil de que alimentar uma família ou de fazer comida para um jantar de amigos é mais fácil pensar no que é o jantar de hoje ou o almoço de amanha.










Pois é o almoço de amanhã é o tradicional bacalhau cozido com grão e batatas ovo cozido e salsa a borrifar o prato, não vou ensinar a cozer o grão pois acho que isso até o mais desajeitado cozinheiro sabe fazer vou dar uma dica de como demolhar bacalhau, e como cozer o bacalhau e como escolher um bom bacalhau.


Como verificar se o bacalhau está bem curado?

Quando o bacalhau está bem seco e curado apresenta uma cor palha e uma textura única, lascando na perfeição depois de cozinhado.










Existe o mito de demolhar o bacalhau em leite  e por isso a questão da  demolha em leite é melhor que a demolha em água é pretinrente.Na minha opinião não. O bacalhau seco passa por uma cura de sal e sol (calor) que faz com que este perca completamente a água presente no seu interior. Como tal, para voltar a hidratar o bacalhau, o melhor é utilizar mesmo a água. O leite não traz nenhuma mais-valia o leite não é um bom hidratante, o bacalhau para voltar a sua forma natural deve absorver agua.


Como demolhar Bacalhau?

O processo de demolha permite que o bacalhau volte a ganhar volume, pois é durante este processo que o peixe salgado seco retoma o nível de água que perdeu durante a secagem.Uma das principais regras para uma boa demolha, é que esta seja feita em água fria, sendo que o ideal é utilizar-se água abaixo dos 8 ºC. o frigorifico é pois o local ideal para o por.Para uma boa demolha:Passe o bacalhau por água corrente para retirar o excesso de sal e coloque num recipiente com água fria, com a pele voltada para cima (se esta ficasse para baixo, impediria o sal de ficar no fundo da água, dada a sua impermeabilidade);Consoante a dimensão a demolha pode durar entre 24 e 48 horas:24 horas – Coloque o bacalhau em água fria durante 1 dia, trocando a água 8 vezes.48 horas – Coloque o bacalhau de molho em água fria e no frigorífico, trocando a água de 6 em 6 horas.
Deixe o bacalhau com a pele para cima 

É só cozer 



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O queijo é um dos alimentos mais completos, e pode ser usado para fazer receitas ou comer "sozinho" escolhi um dos queijos de eleição para a culinária, para  fazer receitas o queijo parmesão.
O parmesão é um tipo de queijo italiano que tem a sua origem em Italia, com denominação de origem controlada conhecido como Parmigiano-Reggiano,  é também produzido em regiões com presença de colônias italianas como o Brasil e os Estados Unidos, o que tem gerado disputas legais quanto ao uso da marca, mas o original é de Parma Italia.
Por ser um produto de origem demarcada como o nosso Queijo de Azeitão ou Serra, a marca Parmigiano-Reggiano legalmente só pode ser usada em queijos produzidos na região de Parma, Reggio Emilia, Módena, Bolonha e Mântua (ao sul do rio Pó). 

Actualmente grande parte da produção desse queijo é feita com o leite de vacas da raça frisone, introduzidas no território por volta do ano 900, mas a vaca mais adaptada à produção dele é aquela vermelha da raça reggiana, animal com tripla aplicação (leite, trabalho e carne).

Uma das receitas de eleição é o Pesto, o Pesto é mais um complemento para massa e é composto por pinhões, manjericão azeite e como é obvio parmesão alho e sal.


125g pinhões
125g queijo parmesão, ralado
300g de folhas manjericão  frescas
1 dente de alho esmagado
200ml de azeite extra virgem
sal e pimenta 
umas gotas de  sumo de limão

Pode guardar no frigorifico durante 2 a 3 semanas 


Misturar tudo e servir com massa bom apetite



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Caril uma especiaria ou um conjunto de especiarias.

O caril ou paste de caril é uma mistura de especiarias e não uma especiaria como a pimenta, cominhos ou a noz moscada  existe bastante confusão pois bastantes pessoas dizem que é uma especiaria, mas é um conjunto de especiarias.
Muito utilizada na culinária de vários países como Índia, Tailândia e outros países asiáticos como o Paquistão Birmânia.
É um preparado típico da culinária indo-portuguesa de Goa, que foi uma colonia portuguesa, como tal o caril esta bastante ligado a cultura gastronómica portuguesa.



O "pó-de-caril" é feito à base de pó de açafrão, cardamomo, coentro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, cravinho,pimenta e canela. Para além destes ingredientes básicos, outros são incluídos, de acordo com as preferências: alforva, pimenta-de-caiena, cominhos finos, noz-moscada, pimenta-da-jamaica, pimentão e alecrim, entre outros. Existem caris que chegam a levar setenta plantas diferentes. Inicialmente o caril servia para temperar exclusivamente o arroz, mas actualmente é usado para a confecção de inúmeras receitas, como o frango de caril, camarão, vegetais, lulas, borrego etc.
Existem vários tipos desde o verde Tailandês ao Indiano e passando pelo vermelho.

Já sabe da próxima vez que pedir um caril tem de ter vários sabores e não o normal amarelo do acafrão.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Depois de ler este artigo publicado no Jornal Publico online:

http://www.publico.pt/Sociedade/porque-e-que-e-melhor-comer-sardinha-do-que-salmao-1567566

Depois de o ler achei boa ideia colocar aqui uma recita com sardinhas, vou colocar com sardinhas em lata que é um ícones da gastronomia portuguesa, não vou falar de nenhuma marca em geral pois pelo que tenho lido são todas de qualidade exemplar.




Existe uma casa em Lisboa a conserveira de Lisboa http://www.conserveiradelisboa.pt/ se poderem vão lá pois é lá que estão as melhores conservas do nosso pais, se calhar estou a exagerar mas é concertaza umas das melhores.


Eu uso esta para fazer o meu paté de sardinha.

Aqui vai a receita:
Uma lata de sardinha ou petinga em tomate picante, um pouco de manteiga 50 gr. uma colher de maionese, uma chalota cortada finamente  um ovo cozido cortado finamente, uma colher ou duas de natas, e uma colher de cha de mostrda salsa.pode tambme por um pimneto vermelho como opção cortado bastante fino
Deve mexer tudo bastante bem a te ficar em pasta. servir com tostas ou em pão de forma com uma alface e tomate e até pode levar para o seu almoço
Bom apetite.......




Bom apetite.......

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Com a publicidade que o Continente  esta a fazer ao mercado de sabores evento que se vai realizar no proximo fim de semana em Lisboa surgiu esta duvida, qual a diferença entre doces e compotas estes termos são usados como sinónimos, mas há, de facto, distinção entre os termos compota e doce, embora a diferença não seja óbvia, mesmo nos livros da especialidade.



Qual a verdadeira diferença entre doçes e compotas e depois de uma pequena pesquisa encontrei a diferença no livro da Pantagruel 





O Livro de Pantagruel distingue entre «conservas de compotas» e «doces para conservar». Na confecção das conservas de compotas, utiliza-se a fruta crua ou com uma «leve cozedura prévia» — depende do tipo de fruta —, que se guarda em frascos devidamente esterilizados e se cobre com uma calda feita a partir de açúcar e água. Depois desta operação, colocam-se as borrachas, as tampas e as molas de arame, e os frascos são metidos numa panela e fervidos de novo, a fim de se completar o processo de esterilização e, desta forma, assegurar que a fruta não se estrague.

Os «doces para conservar» são, segundo a obra citada, «os autênticos doces de família, os que vieram de mães para filhas ao longo de gerações e gerações». Nestes, a fruta, depois de convenientemente preparada, é cozinhada juntamente com o açúcar. O preparado deverá cozer em lume brando, até que o açúcar atinja o ponto pretendido. A fruta é por vezes batida ou triturada.
As compotas têm uma consistência mais fluida, o processo de preparação é mais rápido, e geralmente a fruta encontra-se inteira ou em pedaços. Os doces têm uma consistência mais espessa, são de preparação mais elaborada e apresentam-se muitas vezes sob a forma de puré. Na confecção destes preparados, utiliza-se, como é sabido, não apenas fruta, mas também legumes, como a cenoura.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O arroz carolino arroz tipicamente português.
Um sabor português.

Exigente na cozedura, nutritivo, multifacetado. Não faltam predicados ao arroz carolino, produto português proveniente dos estuários dos rios Sado, Tejo e Mondego. O nosso país, um dos principais consumidores de arroz da Europa é, neste campo, apenas auto-suficiente na sua produção do tipo carolino



Acompanhamento de carnes e peixes, com feijão, grelos, pimentos e ainda como sobremesa, quem não conhece o arroz doce, o arroz de pimentos   Estas são algumas das aplicações do arroz, cereal originário da Ásia, há muito arreigado aos usos da gastronomia portuguesa. O arroz, Oryza sativa, originalmente oriundo da Ásia eOryza glaberrima vindo de terras africanas, terá sido introduzido na Península Ibérica pelos Mouros nos séculos VII e VIII. No entanto, as primeiras referências escritas sobre a cultura do cereal aparecem apenas no reinado de D. Dinis (1261-1325) que ganhou o cognome de «O Lavrador». Nesta altura, o arroz era prato reservado aos mais endinheirados. Hoje, o arroz alimenta mais da metade da população humana do mundo. É a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassado pelo milho e trigo.

No século XV Portugal partiu à descoberta do Mundo e introduziu a cultura do arroz noutros continentes, em África e na América do Sul, nomeadamente no Brasil. O grande desenvolvimento agrícola do cereal deu-se já no século XVIII com o rei D. José. Por esta altura começaram a utilizar-se, junto aos estuários dos principais rios do País, terrenos pantanosos, sob alagamento. Estavam criadas as condições para produção de arroz. Contudo, o processo não foi pacífico, tendo as populações contestado a existência das águas paradas, ambiente onde o arroz se desenvolve, porque, diziam, propiciavam o aparecimento de mosquitos que associaram a diversas doenças, como o paludismo. Foi no início do século XX que a produção de arroz conheceu uma grande expansão, após a preparação dos terrenos e gestão da água, a drenagem e a rega.

Tipos de arroz
O arroz pode dividir-se em três categorias: grão curto, grão médio e grão longo. Este último é o mais comum em Portugal, sendo conhecido como arroz carolino. A produção continua a fazer-se nos estuários dos rios Sado, Mondego e Tejo. O consumo nacional deste cereal situa-se nos 12 quilogramas ano, por pessoa, o que nos coloca em posição cimeira entre os principais consumidores da Europa, seguido da Espanha, Grécia e Itália. Relativamente à produção de arroz carolino, o País é auto-suficiente, mas continua a ter um significativo número de importações face a outros arrozes. Portugal importa arroz de países como a Índia, Paquistão, Espanha, Guiana Francesa, Suriname e Tailândia, e destes vem os agulha, basmati e vaporizado.



Com mais de 8.000 variedades diferentes reconhecidas, podemos enquadrar a maior parte em três principais tipologias:
  • Grãos Redondos;
  • Grãos Médios;
  • Grãos Longos.

O mais comum em Portugal, pelas características do seu cultivo e do nosso clima, é o arroz Carolino (longo), o arroz Agulha (longo), é actualmente o mais conhecido um arroz especial para guarnições.
Dentro dos três principais grupos existem variedades de grãos a destacar devido às suas propriedades alimentares e características na elaboração de diferentes pratos.
Agulha:
Pertencente à espécie índica, o arroz Agulha, apresenta um grão com um comprimento superior a 6,0 mm e uma relação comprimento/altura superior a 3. O arroz Agulha tem vindo a ganhar quota de mercado em detrimento do Carolino, por ser particularmente adequado ao consumo habitual nas casas portuguesas pela sua facilidade ao cozinhar, textura solta e agradável ao paladar. É ideal em guarnições ou pratos como arroz com cenoura, com ervilhas ou saladas de arroz.
Carolino:
O arroz Carolino, pertencente à espécie japónica, apresenta um grão com um comprimento superior a 6,0 mm e uma relação comprimento/largura superior a 2 e inferior a 3. É o arroz mais consumido em Portugal pelas suas características de confeção, já que consegue absorver os paladares dos ingredientes ou alimentos durante a preparação. Apresenta excelentes resultados na elaboração de pratos tipicamente portugueses. 
Vaporizado/Estufado:
“Arroz que em casca ou película e após imersão em água, vaporização e secagem é submetido a laboração industrial, para ser preparado para consumo, e cujo amido se encontra totalmente gelatinizado” (Decreto-Lei nº62/2000 de 19 de abril). É um arroz firme e dourado, rico em fibra e minerais que permanece solto mesmo após a preparação, não necessitando de especial atenção durante a cozedura.
Selvagem:
Rico em nutrientes, pouco calórico e geralmente utilizado em misturas com o arroz branco. Também conhecido como Zizania ou Grão de Água, durante séculos foi o alimento básico dos Índios Chippewa. O seu grão, de maior comprimento e de cor escura, cresce de forma selvagem e natural em pequenas produções nas margens dos grandes lagos da América do Norte.
Basmati:
O arroz basmati (que significa “aromático excelente”) é cultivado nos vales do Himalaia, regado por água pura e fresca e considerado pelos especialistas como um dos mais seletos e agradáveis do mundo, pelo seu aroma intenso durante a preparação e o seu longo e delicado grão de brancura excecional.
Integral:
O arroz integral é um arroz descascado e limpo, mas não branqueado. Uma vez que conserva a maioria do seu farelo, proporciona mais fibras, minerais e vitaminas que o arroz branco. Além disso, enriquece todos os tipos de pratos com o seu sabor característico.


















































Textos retirados da internet e adoptados e do site da Cigala



Hoje vou vou falar de arroz de cabidela e num segundo post de arroz no geral, o arroz de cabidela é uma das receitas típicas portuguesas, antigamente era feito com arroz carolino, pois era o arroz português de excelência hoje com a internacionalização dos produtos alimentares o arroz agulha entra directamente para a nossa cozinha e o nosso carolino do Sado ou do Mondego deixou de ter a sua importância na nossa cozinha. 
É de notar que o arroz carolino tem fama de ser difícil de cozinhar quem já não comeu arroz empapado, mas por outro lado absorve rapidamente o sabor dos alimentos com que é cozinhado.
É pois um arroz excelente para cozinhar mas tem de se saber qual é o ponto.




Fazer arroz de cabidela deixou de ser complicado pois agora já existe nos supermercados galinhas do campo com o sangue embalado e é bem mais fácil para quem não vivia no campo.

Fazer um bom refogado com cebola alho louro (2 Cebolas 3 dentes de alho e duas folhas de louro) a cebola e o alho deve estar bem picado, quando estiver estrugido juntar um pouco de vinho branco e depois de apurar juntar a galinha cortada em pedaços.
Deixar refogar com a galinha quando a galinha já se encontra com uma cor de cozida juntar agua, se não tiver pratica de cozinhar deve juntar duas tigelas de agua por cada de arroz e um pouco mais de agua pois vai querer o arroz com agua malandrinho.
Deixar cozer o arroz e quando o arroz estiver praticamente cozido juntar o sangue com o vinagre, deve ter juntado o sangue e o vinagre numa taça antes (um saco de sangue  e uns 60 ml de vinagre).
Deixar ferver um pouco e servir de imediato.

Pode juntar carqueja que é uma erva aromática fica diferente, enfeite com salsa.

Bom apetite.